sábado, 6 de setembro de 2008

To the MacMao

O meu velho camião expira fumaça, - em muitos casos , menos, muito menos, que aparatosas máquinas de executivos - no entanto é o motor do meu trabalho, a roda roda na busca do pão conseguida à custa duma Epicondilite ou, cotovelo de tenista « era bem melhor que fosse essa a proveniência ». Enfim; não vou molhar isto com lástimas mas, sim, inaugurar este meu novo blogue e dizer que amanhã planeio estar no «red Bul air race» isso sim, uma autêntica demonstração anti-natura e de como a poluição por desporto é ainda tão bem tolerada. Vou estar presente porque não posso mudar nada mas, aqui incrusto o meu grito «Poluir por desporto nãããooooo!». Desporto que não é mais que Porto despido de des!


Hoje lá esteve macMao, e a ele concedo esta iniciação usurpando o poste por mim deixado em vassalagem ao «Falcaodonorte».

Miragens

Eis! Aqui um poeta de prosa

Que não soube, não pode ou não quis

Desabrochar ou desembruxar uma rosa

Já nem sei como é que se diz.


Cheiraste-a por atalhos e caminhos

Subis-te a montanha com ela

E saberes as profundezas dela?

Ah! Rosa silvestre, lábios de espinhos.


Tens um lago a reflectir memórias

Onde nadam sóis e se deita a lua

E por «Ela» não ter sido tua...

Mais o frio que gela as almas

Tens o dom das histórias

E se a vontade do Homem esmorece

A sede do poeta continua

Sem nunca precisar de palmas

Apenas na busca do que merece

Sempre! Sempre! Na maior das calmas.


PS. Eu sabia que tu sabias, e bem! Vagueia por esses arquivos e posta.