

U Penedu da Moura.
«a entrada dus mourus»
«Eu não acreditu em lendas!» É u que se ouve dizer à boca de muita boa gente.«Eu cá pur mim acreditu!» Assim cumu também acreditu, - mesmu apesar da desavergunhada ostentação du «cleru», dus casus de abusus abarcandu a pedófilia, da tao abuminada inquisição, du à vontade com que a «nubreza» enriquecida pela abundancia de «povu» cuabita com todus us escalôes du mesmu «cleru», que u mais sanguináriu matricida se ajuelhe na mesma igreja para receber u «Senhor», - que u Homem é um ser maravilhosu postu aqui onde «Ele» nus presenteou com a abundância de vida e u medu da morte, ou de morte. Mesmu apesar du Hitler, dus extremistas suicidas, du Mogabe, dus genocidius du Darfur, de Chernobil, dus genucidas paridus pelus estilhaçus da desintegração na Yuguslávia, dus rius chacinadus, mares enxuvalhadus, céus e terra viuladus! Eu não consigu ser «ateu» e acreditu em DEUS; purque para amenizar todas estas ignumínias, também incluiu na sua criação «madres Teresas de Calcutá e Aristides Sousa Mendes» e lendas.
Não são, acasu, as lendas, cunhecimentus passadus de boca em boca através de gerações? As quais descunheciam u métudu de registu, vedandu assim u cunhu de história a tanta coisa fantástica que com deleite gustamus de engulir...tenhu uma lenda para a história!...
O Penedu da Moura
Toda a gente sabe, que há muito ,muito tempo ,os mouros andaram pela peninsula ibérica mas, se calhar, nem todos sabem que chegaram a São Miguel-O-Anjo, ou, mais própriamente, ao ainda hoje conhecido pelo Monte do Penedo da Moura, onde deixaram vestígios físicos e uma lenda.
Neste contexto havia um abastado lavrador que, deixava o seu gado bovino - e vaquino - a pastar pelo monte desde o romper da aurora até ao por-do-sol «quando ele existia» claro! Vigiado, por um criado jovem e robusto, de natureza e não por de lautas refeições. Porém; cansado do árduo trabalho imposto pela tirania do lavrador ,era muito frequente, que mal chegado ao monte com o gado; sem grande resistência, se deixasse vencer pelo sono e só o apêrto da fome o acordava; e uma vêz que o sono era meio sustento não mais sentiria que uma meia fome»!...Brinco! Mas, com coisas sérias...
Sempre pela noite, chegadas que eram ao estábulo, já bem fartas, as vacas eram todas ordenhadas mas, uma havia, que os andava a deixar intrigados; pois chegada que era a sua vez da ordenha, do úbere não saía pinga de leite: sempre esgotado e era ela a vaca mais gorda, mais bonita e a mais limpa de todas;-caso para dizer« vaca vaidosa»- factor esse que ajudava a adensar ainda mais o mistério.
Um encolher de pescoço entre os ombros, era a única resposta encontrada pelo jovem criado para responder ás perguntas do lavrador sobre o porquê de tamanho insólito: pois nada de anormal se passava durante o pasto,-pelo menos enquanto estava acordado« e estava muito pouco»- comendo ela do mesmo e da mesma maneira que as outras.
Um dia, porém; já não tolerando mais esta situação, o lavrador ameaçadoramente dirigiu-se ao criado:
-Hoje, vais vigiar, sómente esta vaca. Não quero que a percas de vista nem por um segundo. Alguma coisa se há-de passar - e sem achar por concluído o recado continuou - Se ela aparecer aqui outra vez sem leite hás-de ser castigado e bem castigado! - Ameaçou com intenções de cumprir.
Ora! o criado,sabendo da tirania do patrão, não esteve com meias medidas, não fosse o raio da vaca tramar-lhe a vida, que sem este problema já não era grande coisa. Há um provérbio antigo« se calhar já do tempo dos mouros» que diz que a necessidade aguça o engenho!...
Que fez ele então?! Nada mais simples e seguro! Amarrou-se com uma corda ao rabo da vaca e estivesse ele acordado ou a dormir, todos os passos que ela desse ele obrigatóriamente os teria de seguir.
Por volta das dez da manhã, - isto medido pelo sol - e de barriga já bem cheia, a vaca , como quem não quer a coisa, começou a afastar-se das «colegas»; parecendo não se sentir incomodada com aquele empecilho acoplado à sua retaguarda, dirigia-se com «patadas» convictas para a enorme massa granítica (o penedo).
-Onde raio me irás tu levar? - Remoía o criado que, sujeito a tal humilhação mas, mesmo assim , ainda podia levantar as mãozitas ao céu, pois a vaca apenas tinha pensado em comer...
A vaca, levava rumo bem definido e, sem vacilar, para espanto do criado , foi de encontro ao penedo mas, para lhe duplicar a incredulidade, antes do impacto ele abriu-se para dar passagem aos animais, -um irracional e o outro já sem raciocínio que funcionasse.
Já no interior do penedo, como que por magia, sem nada ter feito, viu-se liberto da vaca. O que viu deixou-o atordoado, zonzo. Esfregou os olhos . Uma vasta area, oca, em forma de cúpula, toda revestida a ouro e outras milhares de pedras cintilantes ofuscaram-lhe a visão, assim como aquela beleza de mulher que lentamente entrava numa enorme banheira; também ela toda em ouro e aos poucos se ia misturando com o denso líquido branco que, mais não era do que o leite morno derramado por aquela vaca vaidosa...pois que disso eram feitos os banhos matinais daquela deslumbrante moura que, só podia ser encantada.
Enquanto se banhava, qual preguiça lenta, como se fosse dona e senhora duma eterna idade; o seu olhar, de brilho sereno ,nada surpreso, como se tudo aquilo estivesse escrito, planeado com muito detalhe ,era possuidor de uma tal força atractiva, à qual o jovem criado não pode nem quis resistir e, num àpice viu-se nos braços daquela miragem de mulher, quebrando assim naquele momemto a maldição imposta por um príncipe árabe, a quem ela nunca quiz dar o seu amor,
E como em quase todas as lendas ,ou histórias, casaram-se; tiveram muitos mourinhos-um dos quais é hoje treinador do Chelsea- e viveram felizes para sempre.
E agora ! já acreditam em lendas?
Quem me diz a mim , que nas raízes da àrvore geneológica do José Mourinho , ou talvez num dos ramos mais vistosos não andem por lá uma bela moura encantada e um certo e astuto empreendedor criado do norte?
Terá argumentos válidos o próprio Mourinho, que desfaçam esta minha tese de doutoramento sobre lendas? Não! Não o creio! Acaso não será ele já uma lenda e«viva» bem viva?
Como é? Já acreditam em lendas? Eu sempre acreditei! Não naquelas ,que oriundas de tantas fomes os olhares dos navegantes contavam ver se a elas ou por elas não sucumbissem!
«acho que da verdade aqui exposta ,argumento contraditório poderá haver mas,esta é a minha verdade.E o tribunal que me ler deixará prescrever o processo para que se arquive mas,com a condição de que se não apague para que por posteriores mentes brilhantes seja debatido em praça pública e , só então ,averiguado em outra geração, em outra dimensão, que seja condenado á fogueira para que o espírito se evapore.»
Neste contexto havia um abastado lavrador que, deixava o seu gado bovino - e vaquino - a pastar pelo monte desde o romper da aurora até ao por-do-sol «quando ele existia» claro! Vigiado, por um criado jovem e robusto, de natureza e não por de lautas refeições. Porém; cansado do árduo trabalho imposto pela tirania do lavrador ,era muito frequente, que mal chegado ao monte com o gado; sem grande resistência, se deixasse vencer pelo sono e só o apêrto da fome o acordava; e uma vêz que o sono era meio sustento não mais sentiria que uma meia fome»!...Brinco! Mas, com coisas sérias...
Sempre pela noite, chegadas que eram ao estábulo, já bem fartas, as vacas eram todas ordenhadas mas, uma havia, que os andava a deixar intrigados; pois chegada que era a sua vez da ordenha, do úbere não saía pinga de leite: sempre esgotado e era ela a vaca mais gorda, mais bonita e a mais limpa de todas;-caso para dizer« vaca vaidosa»- factor esse que ajudava a adensar ainda mais o mistério.
Um encolher de pescoço entre os ombros, era a única resposta encontrada pelo jovem criado para responder ás perguntas do lavrador sobre o porquê de tamanho insólito: pois nada de anormal se passava durante o pasto,-pelo menos enquanto estava acordado« e estava muito pouco»- comendo ela do mesmo e da mesma maneira que as outras.
Um dia, porém; já não tolerando mais esta situação, o lavrador ameaçadoramente dirigiu-se ao criado:
-Hoje, vais vigiar, sómente esta vaca. Não quero que a percas de vista nem por um segundo. Alguma coisa se há-de passar - e sem achar por concluído o recado continuou - Se ela aparecer aqui outra vez sem leite hás-de ser castigado e bem castigado! - Ameaçou com intenções de cumprir.
Ora! o criado,sabendo da tirania do patrão, não esteve com meias medidas, não fosse o raio da vaca tramar-lhe a vida, que sem este problema já não era grande coisa. Há um provérbio antigo« se calhar já do tempo dos mouros» que diz que a necessidade aguça o engenho!...
Que fez ele então?! Nada mais simples e seguro! Amarrou-se com uma corda ao rabo da vaca e estivesse ele acordado ou a dormir, todos os passos que ela desse ele obrigatóriamente os teria de seguir.
Por volta das dez da manhã, - isto medido pelo sol - e de barriga já bem cheia, a vaca , como quem não quer a coisa, começou a afastar-se das «colegas»; parecendo não se sentir incomodada com aquele empecilho acoplado à sua retaguarda, dirigia-se com «patadas» convictas para a enorme massa granítica (o penedo).
-Onde raio me irás tu levar? - Remoía o criado que, sujeito a tal humilhação mas, mesmo assim , ainda podia levantar as mãozitas ao céu, pois a vaca apenas tinha pensado em comer...
A vaca, levava rumo bem definido e, sem vacilar, para espanto do criado , foi de encontro ao penedo mas, para lhe duplicar a incredulidade, antes do impacto ele abriu-se para dar passagem aos animais, -um irracional e o outro já sem raciocínio que funcionasse.
Já no interior do penedo, como que por magia, sem nada ter feito, viu-se liberto da vaca. O que viu deixou-o atordoado, zonzo. Esfregou os olhos . Uma vasta area, oca, em forma de cúpula, toda revestida a ouro e outras milhares de pedras cintilantes ofuscaram-lhe a visão, assim como aquela beleza de mulher que lentamente entrava numa enorme banheira; também ela toda em ouro e aos poucos se ia misturando com o denso líquido branco que, mais não era do que o leite morno derramado por aquela vaca vaidosa...pois que disso eram feitos os banhos matinais daquela deslumbrante moura que, só podia ser encantada.
Enquanto se banhava, qual preguiça lenta, como se fosse dona e senhora duma eterna idade; o seu olhar, de brilho sereno ,nada surpreso, como se tudo aquilo estivesse escrito, planeado com muito detalhe ,era possuidor de uma tal força atractiva, à qual o jovem criado não pode nem quis resistir e, num àpice viu-se nos braços daquela miragem de mulher, quebrando assim naquele momemto a maldição imposta por um príncipe árabe, a quem ela nunca quiz dar o seu amor,
E como em quase todas as lendas ,ou histórias, casaram-se; tiveram muitos mourinhos-um dos quais é hoje treinador do Chelsea- e viveram felizes para sempre.
E agora ! já acreditam em lendas?
Quem me diz a mim , que nas raízes da àrvore geneológica do José Mourinho , ou talvez num dos ramos mais vistosos não andem por lá uma bela moura encantada e um certo e astuto empreendedor criado do norte?
Terá argumentos válidos o próprio Mourinho, que desfaçam esta minha tese de doutoramento sobre lendas? Não! Não o creio! Acaso não será ele já uma lenda e«viva» bem viva?
Como é? Já acreditam em lendas? Eu sempre acreditei! Não naquelas ,que oriundas de tantas fomes os olhares dos navegantes contavam ver se a elas ou por elas não sucumbissem!
«acho que da verdade aqui exposta ,argumento contraditório poderá haver mas,esta é a minha verdade.E o tribunal que me ler deixará prescrever o processo para que se arquive mas,com a condição de que se não apague para que por posteriores mentes brilhantes seja debatido em praça pública e , só então ,averiguado em outra geração, em outra dimensão, que seja condenado á fogueira para que o espírito se evapore.»
GRANDE MOURINHO!
